//parlato
Na sua terra o negro era gente
//coro
/*Mas foi arrancado de lá*/
Nu sua terra o negro era forte
/*Mas foi arrancado de lá*/
Na sua terra o negro era bonito, era puro
/*Mas foi arrancado de lá*/
Na sua terra o negro era guerreiro
/*Mas foi arrancado de lá*/
Na sua terra o negro era Rei
/*Mas foi arrancado de lá*/
Aqui o negro é nada
Agora o negro é pouco
Humilhado, espancado
Com a sua coragem em frangalhos
Mas dorme no peito do negro
Laten em ódio
Um grito de liberdade
Iêêêêêê!
Essa cantiga foi gravada em homenagem ao mestre Pastinha
//cantato
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
//coro
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Oi, trago e meu corpo cansado
Coração amargurado
Saudade de fazer dor
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
/*
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Eu fui preso a traição
Trazido na covardia
E se fosse luta honesta
De lá ninguem me traçia
Na pele eu trouxe a noite
Na boca brilha a luar
Trago a força e a magia
Presentes dos Orixás
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
/*
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Eu trago ardendo nas costas
O peso dessa maudade
Tambem pulando no peito
O grito de liberdade
Que é grito de raça nobre
Grito de raça guerreira
É grito de raça negra
É grito de capoeira
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só
Quando eu venho de Luanda
Eu não venho só